A Quinta do Tojal, antigamente denominada Quinta da Torre da Murta, foi pertença da Rainha D. Beatriz, mulher de D. Afonso IV.
Pertenceu depois aos Templários, e mais tarde foi pertença da família Correia da Silva, tendo sido adquirida pelo nosso tetra-avô, Joaquim Sousa Ribeiro, no século XIX.
A antiga casa do século XVI foi abandonada e a nova Casa do Tojal foi edificada no final do século XIX por Joaquim António de Vasconcelos e Sousa Ribeiro (trisavô do atual proprietário) para onde foi viver com a sua mulher Henriqueta Amália, em 16 de Maio de 1886.
Posteriormente aí nasceu e viveu o seu filho André Ribeiro, casado com Maria Violante de Mello e Castro Ribeiro.
Dos quatro filhos que tiveram, destaca-se o Dr. Joaquim António de Mello e Castro Ribeiro, que aí viveu e faleceu em 1953. Foi Ministro da Agricultura e da Economia na 1ª República. Participou na 1ª Grande Guerra, e de regresso a Portugal, dedica-se novamente à vida política, tendo sido deputado nas Constituintes de 1911 até à queda do liberalismo em 1926.
A Casa do Tojal foi herdada pela sua sobrinha (mãe do atual proprietário) Regina Maria Ribeiro Tavares Lebre Lopo de Carvalho, em meados dos anos 60 do século passado.
Casada com Manuel Lopo Caroça de Carvalho, Eng. Agrónomo e empresário e caçador em África (Angola), foi ele quem reabilitou a Casa do Tojal para aí instalar um museu de Caça, que foi posteriormente transferido para o castelo de Vila Viçosa.
Nesta Quinta do Tojal, que no início do século XX ainda tinha mais de 1000 hectares, sempre se desenvolveu a agricultura, sendo o azeite a sua principal produção. Para além dos extensos olivais da variedade galega, aí se produziam cereais, forragens e também vinho, em menor escala.